sábado, 28 de janeiro de 2012


2012

Mais um dia se foi... e a vida passa... os estalos do ponteiro do relógio pode mostrar muito bem isso.

Qual foi minha experiência de hoje?

(fechando os olhos e passando meu dia rapidamente em meus pensamentos)

Tive que escolher entre tomar café da manha e fazer o devocional, pois havia acordado muito tarde. Depois de pensar um pouco decidi comer, pensando em fazer o devocional na volta.
O devocional não aconteceu.

Logo depois recebi uma mensagem com uma pergunta: “Você leu a Bíblia hoje?”
Respondi que “não”, mas ainda assim deixei passar o tempo. Muita coisa teria sido evitada se tivesse lido.
Algumas perguntas costuma ficar apenas no pensamento, como “porque escolhi comer primeiro?”. Eu não lembro dos critérios, mas “O que me levou a decidir pelo critério que favorecia comer primeiro?”

A manha toda se foi. Logo mais à tarde li uma mensagem interessante, de um livro chamado Pão Diário que traz uma por dia, durante um ano, mensagens bíblica para reflexão. E enquanto, com cuidado lia o texto, deparei-me com o seguinte trecho: “Diante de Deus, percebemos o que realmente somos (...). Quanto mais o conhecemos, mais nos sentimos pequenos. Contemplando o Santo, enxergamos nossa impureza; admirando sua grandiosidade, percebemos o quanto somos pequenos; sua perfeição contrasta com nossas falhas. Antes, éramos satisfeitos e orgulhosos; agora nos menosprezamos por sermos fracos, incapazes e tão imperfeitos.

Essa foi minha experiência.
Durante um tempo preocupado com o comentário dos outros, esquecia grotescamente de olhar e ouvir o que realmente importa; Deus.

Se você começar a achar que sempre tem razão em relação aos outros e que muitas vezes ninguém faz tudo correto como você, cuidado! Pode ser um sinal de que seus olhos estão se encantando consigo mesmo e se desviando da perfeição, que é Deus.

Hoje, vou começar a dizer “obrigado” ao invés de “até que em fim”, “obrigado” ao invés de “ok”, “obrigado” ao invés de “já era a hora”, “obrigado”...

É Bíblico ser grato por tudo.
"Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco."
(1 Tessalonicenses 5:18)

Amanha, se o Senhor meu Deus o der pra mim, contarei como foi dizer “obrigado”. E a perceber melhor como estou, Diante de Deus.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A malícia



A malícia é um verme muito feio, criativo e perigoso que pode parasitar nosso coração, se não formos cuidadosos. Normalmente ele vem fantasiado de palhaço, ou algo engraçadinho e aparentemente inofensivo, te fazendo rir e pensar que nada está saindo do controle e dos bons sintomas de uma vida saudável. Ela lança uma substância anestésica se não a repreendermos.

A malícia não precisa de um motivo para agir, apenas de um objeto. Deste objeto ela faz uma história tão bem feita capaz de contextualizar uma situação, criando, assim, um motivo. O nome deste motivo é Tentação.
Este motivo pode induzir, persuadir, manipular os olhos que se fixam nele, os ouvidos que lhe dão atenção...
Aquele que não estiver atento será domado pela história tão bem contada e contextualizada. O verme, depois de seduzido, lançará suas filiais que irão alimentar-lhe  e fortalecer-lhe.
A malícia tem um cheiro tão horrível e forte que é capaz de contaminar o ambiente alastrando desagradavelmente por todos os cantos que os olhos e os ouvidos de suas vítimas podem alcançar, fazendo com que seus escravos não sintam o cheiro do amor, paz, pureza...
É capaz também de ofuscar toda ação conseqüente do mais verdadeiro e puro sentimento, jogando, como se fosse esgoto em água limpa, seus lixos defecados pela boca no rio limpo da boa e sincera ação.

Aquele que se deixar domar por este verme, perderá aos poucos a visão real, a audição real, os movimentos reais de tudo a sua volta. A pureza será esquecida e aprisionada num buraco escuro feito em seu coração. Seus sorrisos serão apagados e outros sagazes tomarão conta do seu rosto, que se deformará todo. Seu aspecto irá mudar completamente e raízes irão te aprisionar a este verme. Este sugará todas suas forças e irá fazê-lo trabalhar em favor dele. Suas atitudes começarão a ser manipuladas. Seus sentimentos te ferirão a alma, e você será desprovido de toda boa, perfeita e agradável vontade Daquele que o criou e o fez para a vida; vida em abundância.
         Todos estão sujeitos a se contaminar e a hospedar este parasita demoníaco.

Caso você esteja contaminado, vacine-se. O nome da vacina é Clamor ao Autor da Vida.

Para se proteger deste verme perverso, demoníaco, contaminador, é preciso se alimentar do alimento da Palavra da Verdade. Este alimento contém todas as vitaminas necessárias para fortalecer nosso coração, também é um ótimo estimulador para os olhos e ouvidos produzindo bloqueadores que vai contra a contaminação enviada pelo verme. Uma das principais vitaminas é a Oração, Meditação na Palavra da Verdade, Leitura da Palavra da Verdade.

Faça a escolha certa. Proteja-se!


 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O alfabeto do silêncio...

Essa é uma noite em que se tem muito para contar, mas poucas palavras pra escrever...
Você já teve um momento assim?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

00h:42min

25 de junho de 2011


E se eu escrever algo especial mas ninguém ler?
E se eu sentir algo especial e ninguém se importar?
E se eu fizer algo especial mas ninguém notar?
E se minhas musicas especiais ninguém ouvir?
E se eu for visto só por causa de alguém, mas sem ser visto?

E se... e se eu estiver certo por ser... assim?

O tempo passa de uma forma tão misteriosa... e la se vai minha aparência, minhas notas, minhas letras... surgem novas. Mas a Palavra do Senhor permanece.

sábado, 26 de março de 2011

O menino e a semente

Numa estrada vazia rodeada de silêncio um som ritmado mostrava a vagareza dos passos de um menino de rosto cansado e olhar distante. Seguia vendo o chão e fazendo de conta que brincava com as pedras que chutava e que iam fazendo rastros pela areia... as vezes uns lagartos entravam rapidamente no meio das pequenas moitas a beira do caminho e se escondiam... nem fazia diferença se estivessem brincando de esconder ou não, o menino não teria notado. Pois em seu interior os pés não pisavam aquele chão, não havia lagarto e nem pequenas moitas à beira do caminho; apenas seus pensamentos...

E pensava... em seu coração não havia silêncio, nem dava pra ouvir o som ritmado dos seus

passos raspando sobre a areia... fazia muito barulho que era agressivo, deprimente. Era também um deserto.

La dentro estava cercado por morros gigantes de areias escorregadias e movediças... cada passo era sem esperança de chegar a algum lugar... como se as areias conversassem tentando desanimar seus pés, fazendo gritos de ódio por serem pisadas e não medindo palavras para mostrar o quanto aqueles pés eram indignos.

Havia pássaros estranhos rodeando seu corpo e olhando com desprezo suas atitudes e com atenção a todos os seus movimentos, como se estivessem esperando que caísse, pois talvez pudessem devorá-lo; pequenas arvores e cactos faziam questão de fazê-lo sentir um estranho naquele lugar.

Mas... de repente, do céu caiu uma semente fazendo um grande estrondo perto dos seus pés cansados, espirrando, como uma pedra jogada na água, areia por toda parte. Um susto tomou todo lugar! Um espantoso silêncio se fez. As areias se calaram, os olhares dos pássaros, dos cactos e das pequenas árvores se voltaram para a grande e brilhante semente. Brilhava tanto que, em pouco tempo, ninguém conseguia olhar para ela, apenas o menino! E ele olhava pasmo. E quanto mais olhava, mais brilhava.

De repente a areia começou a fugir, os pássaros ainda tentavam raivosamente atacar a semente e tirá-la daquele lugar, mas logo desistiram e saíram desesperados; os cactos e as pequenas árvores murchavam e todos iam desaparecendo juntamente com seus gritos de fúria. O deserto se desfazendo e um cenário vazio foi se formando. Os pés do menino faziam companhia para a semente que agora esta em terra. Era uma terra boa. O menino ficou tão agradecido por aquela semente ter caído salvando seus ouvidos do barulho que lhe desanimavam das areias que sempre reclamando, dos olhares que o cercava e reprimia.

Ele desejou ter aquela semente para sempre. Olhou em volta, tudo vazio, limpo e silencioso... sua alma apreciava aquele momento e transbordava de alegria. As lágrimas não cabiam dentro do seu corpo e escorriam rosto afora... até que uma primeira gota caiu sobre o chão perto da semente.

Bem lentamente raízes foram formando e aos poucos entrando na terra a medida que as lágrimas caíam... O menino viu e ainda mais queria chorar... mas as lágrimas foram se acabando e ele se ajoelhava com muita esperança, até que brotasse... e começou a chover.

Gota após gota... enchia aos poucos e umedecia a terra encharcando o sorriso de esplêndida alegria do pequeno garoto. Aos poucos a semente foi desaparecendo na terra enquanto o garoto se deliciava com a chuva. "Benção" gritava para as gotas que caiam sobre suas mãos estendidas, e repetia...

Tropeçou num galho seco e saiu engatinhando até que parou de joelhos segurando o corpo, que ia pra frente com toda a força, com as palmas das mãos. Levantou assustado, limpando a areia do corpo. Olhou para os lados... deu de frente com um senhor segurando um par de chinelos.

- deixou isso para trás, garoto.

Ainda confuso ainda voltando de um longo pensamento...

- Tenho algo pra você. – disse aquele senhor - Tome, calce essas sandálias. Ande mais rápido para anunciar a boa notícia de paz.

Logo após essas palavras aquele senhor se virou e foi embora. O menino queria segui-lo mas ele gritou "Siga os passos do Mestre!"

O garoto um pouco confuso, pensou... sorriu, olhou firmemente para o chão e viu grandes pegadas que brilhavam como a semente que caiu na terra do seu coração. "Semente!", exclamou. E rapidamente colocou a mão sobre o coração e o sentiu bater com força.

Ele sorriu novamente com mais entusiasmo... compreendeu as seguiu. E a cada passo que dava sobre as brilhantes pegadas, dentro do seu coração aquela semente germinava. Pequenas folhinhas bem verdes abriam e empurravam com coragem o solo, apreciando os primeiros suspiros à luz do sol...


...e um jardim começou a se formar preenchendo todo o espaço vazio do coração do menino.

domingo, 24 de outubro de 2010

Uma madrugada...


São 00:26...

Já é tarde, estou sem sono e sem vontade tentar dormir...
Sabe aquela noite que a mente não quer parar de refletir? ...o próprio silêncio te induz a pensar. eu... estava pensando em um rosto...

- "...como posso ter a vida eterna?"
- "Você conhece os mandamentos..."
- "... Senhor, desde pequeno tenho obedecido a todos os mandamentos..."

Em Marcos 10:21 diz que Jesus olhou para aquele jovem que dizia obedecer todos os mandamentos, e o amou.
(...neste rosto que eu estava pensando...)

O que iria ser dito agora estava além do que aquele jovem poderia imaginar.
- "Falta mais uma coisa para você fazer: vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres... Depois venha e me siga."
Eu posso imaginar um rosto se despedindo da esperança que havia em seu coração; esperança de ouvir Jesus dizer a ele algo que não exigisse tanto.

Eu posso imaginar um rosto expressando um amor que aquele moço jamais tinha visto, mesmo aquele coração desejando mais as riquezas desta terra do que o próprio criador de todas as coisas. Um rosto que fitava aquele jovem que demonstrava estar cheio de vontade, mas... estava tão distante. Seu coração se apegava as leis, mas não se apegava em Quem as criou.
Fico pensando que talvez Jesus tivesse dito em seu olhar cheio de compaixão por aquele jovem: Eu te amo tanto! Gostaria que fosse verdade que você se importa mais em fazer a minha vontade e me seguir do que qualquer outra coisa.

Não foi uma despedida feliz. O coração daquele jovem estava cheio de coisas sem valor, e Jesus desejava limpa-lo e transformar aquela vida de leis para uma vida cheia de amor que seguisse Seus passos para a vida eterna. Mas... o jovem precisava fazer uma escolha.

Quem sabe, um dia, ele acordaria no meio da noite, abriria os olhos com força, sentaria depressa em sua cama e olharia para o chão ainda tampado pela escuridão da madrugada, e no meio daquele silêncio se levantasse rapidamente e talvez seguraria no portal que dividia seu quarto para outro cômodo e... "vende tudo que tens..." repetiria sozinho em voz baixinha e pasma..."dê aos pobres...", olhando para os moveis que conseguia ver pela luz forte da lua... quem sabe um dia ele se lembraria do que Jesus estava lhe dizendo naquele encontro; o primeiro mandamento: Amarás o Senhor teu Deus acima de todas as coisas. Acima de suas propriedades, seus bens, acima de si mesmo.
Quem sabe ele se lembraria e entenderia que aquele olhar cheio de amor estava dizendo "venha e me siga, é por você que estou aqui neste mundo".

Quem sabe este jovem clamaria no meio da noite, com uma voz que ecoaria pelas suas grandes propriedades, pelo Deus que ele havia deixado tão longe mesmo estando um dia ao seu lado, de joelhos.


Quem sabe...

Quem sabe este jovem seja eu...

A quem estou amando mais? ...

"Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e maravilhosas que você não conhece" (Jeremias 33:3)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

30/01/2010 a 05/02/2010

... Uma semana se foi...

Algumas coisas boas aconteceram, outras ruins, algumas certezas, muitas dúvidas...

Dos acontecimentos nesses dias, o que mais marcou foi a Creche.
Esta foi a semana de crianças por todo lado naquele lugar.
Na semana anterior arrumamos muitas coisas para "a" chegada!

No primeiro dia de aula, segunda feira 01/02:
Crianças chorando, outros se abraçando, alguns quietos num canto só olhando tudo, outros andando por alí... o clima era de hospital pediátrico, em dia de vacinação.
Um delicioso café da manha era facilmente trocado por choros que expressavam o desejo de estar em casa. Afinal, ninguém gosta de sentir totalmente indefeso e dependente de pessoas estranhas em um lugar estranho até não sei que horas e, muitas vezes, sem saber nem o porque estar alí e nem o que irá acontecer. Você gostaria?

O interessante foi que os mais chorões não eram alunos novos!

Aos poucos foram acostumando, meio que obrigados, com a idéia de ficarem só ali. Ah, la tem parquinhos, brinquedos, muitos coleguinhas de mesma idade... as tias e os tios brincam, tem comida, banho, hora de dormir...
Não adianta, o sorriso parece saltar dos rostos ao ver, no portão, alguém vindo busca-los. Um sorriso cheio ansiedade acumulado quase de um dia inteiro.

A semana da adaptação, aprendizagem...

Tenho muito mais a dizer sobre estes dias...

Deus me presenteou com esta semana.